segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

E quando...

E quando a gente se encontra com alguém no domingo a noite pra ir fazer compras de Natal e na verdade queria outra companhia?

E quando as mãos que seguramos não são aquelas que queremos segurar? O abraço que abraçamos, o beijo que beijamos, o cheiro que sentimos. O calor que esperamos. O toque... nada lembra, nem de longe, o que realmente queríamos ter?
Minha solução? Fecho os olhos. Tento encontrar naquela boca alguma coisa em comum com aquela que na verdade eu queria estar beijando.

E quando cada coisa que vemos nos lembra a pessoa que não está perto da gente? E quando simplesmente dividimos essas lembranças com quem está perto, tomando o cuidado para não mencionar nada além do necessário?

Me sinto suja, mas estou passando o tempo.

Um dia ele me disse que ainda vamos ter o nosso tempo. E eu, tal como uma adolescente estou tentando fazer o tempo passar mais rápido. Outra boca, outro abraço, outro cheiro. Vã tentativa de adiantar o relógio...

E quando a gente se engana pensando que nesse exato momento ele pode estar pensando na gente e por isso vale a pena estar pensando nele também? E quando na verdade ele simplesmente esta dormindo abraço ao corpo que ele deseja, depois de ter beijado a boca de quem ele realmente queria beijar?...

Enfim... como diria Caio Fernando Abreu... "Ando meio fatigado de procuras inúteis e sedes afetivas insaciáveis"

2 interpretações:

.Intense. disse...

Eu digo que sim, que pode existir o tal do tempo 'de vocês'...mas que não há de se ficar lembrando.


Que o tempo passe, que as novas coisas venham e sejam vividas e aconteçam e mudem e renasçam. Pq, sim, o que tem que acontecer, acontece.

Mas no tempo certo.
Já viu as flores brotarem no inverno? Há de se esperar a primavera,há de se esperar setembro...

[ rod ] ® disse...

Eu penso que devemos usar o tempo ao nosso favor e não fazer dele um eterno juiz... bjs moça.

 
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