terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Enfim chegou...
domingo, 4 de julho de 2010
Pânico...
Há pouco menos de uma semana fui diagnosticada como portadora da Síndrome do Pânico.
Desde então, tomo dois remédios controlados, só vou trabalhar porque meus pais (com muita paciência) atravessam São Paulo e me levam até a porta da empresa. Apenas volto pra casa porque o noivo (igualmente paciente) vai me buscar. Não saio pra almoçar, como alguma coisa na minha mesa mesmo.
Aparentemente estou bem. Quem me olha não percebe o que venho sentindo. Só quem me conhece bem consegue ver o que está por trás dos meus olhos.
Mas como tudo isso começou? Por que uma pessoa que acabou que ficar noiva, que está completamente feliz no amor, tem uma familia maravilhosa, é amada, ama. É perfeita de saúde e que aparentemente tem tudo (menos dinheiro) fica assim?
Há alguns meses ando insatisfeita no serviço. Mudei de departamento e comecei a me sentir infeliz por conta de uma série de acontecimentos. Quase todos os domingos, quando o dia chegava ao fim, não sentia apenas a preguiça que quase todo mundo sente por ter começar mais uma semana. Eu sentia vontade de chorar, pedia pra alguma "força" superior me dar uma dor de cabeça, uma dor de barriga... qualquer coisa que me fizesse ficar em casa. Perto dos meus pais. Perto do Raphael.
Acho que nos últimos 3 meses, em todas as semanas eu tive pelo menos uma falta. Simplesmente travava na cama e não conseguia sair. Os outros dias, ia arrastada. Com aperto no coração. Com vontade de chorar. Até que... surtei!
Quinta feira, 17 de junho. Metro de Santana. 8:30 da manhã...
Simplesmente não consegui embarcar. Fiquei na estação parada, chorando, em desespero durante, mais ou menos, uma hora. Sem explicação, sem prévio aviso. O medo simplesmente chegou, se instalou e ficou. Minha irmã que estava algumas estações à minha frente, foi me encontrar.
Depois disso fiquei cerca de 15 dias em casa. Conforto. Segurança. Sem medos. Totalmente em paz. Meu pai, minha mãe, meus irmãos. Sobrinhos e o homem da minha vida. Não queria amigos, nem conversas ao telefone. Até da internet eu desisti. Desde então, não peguei condução e não sai na rua sozinha. Nem pra ir à padaria.
Fiz uma tentativa na segunda feira passada, dia 28 de junho. Consegui ir mais longe. Cheguei até a Praça da Sé. Subi a escada rolante e em seguida desci. O único movimento a partir desse momento foi sentar e chorar. Chorei, chorei, chorei. Até que consegui pegar o metro e tentar voltar pra casa.
No caminho de casa, cansada de tanto chorar e depois de ter tratado mal o noivo, a mãe e não ter atendido a chefe, resolvi ir ao médico. Não dava mais. Como viver com medo?
[Continua...]
quarta-feira, 16 de junho de 2010
Fiquei Noiva
Pois é...
As coisas mudam. O mundo dá voltas e eu estou noiva do melhor homem do mundo.
Alguém que eu conheço desde pequena e diga-se de passagem um menino que eu odiava. Achava ele simplesmente muito, mas muito, mas muito folgado.
Mas... como Deus escreve certo por linhas tortas, hoje, estou me sentindo simplesmente a mulher mais feliz do mundo.
Preparamos tudo para o noivado. E a minha parte ficou por conta dos doces. Fiz o bolo, os cupcakes, os docinhos e as lembrancinhas. Tudo com muito amor e carinho.
Aos poucos vou colocar fotos aqui, por hora... só tenho a dizer que Santo Antonio me ajudou! E em homenagem a ele, o noivado aconteceu dia 13/06!!!


